ASSEDIO MORAL NO TRABALHO

No mês de junho, uma procuradora municipal foi covardemente agredida pelo seu colega dentro da prefeitura municipal de Registro.

A ação foi filmada por outra funcionária e mostra o agressor desferindo socos e chutes contra a colega.


A agressão foi motivada por uma denúncia feita pela vítima, que acusava o agressor de atitudes grosseiras contra ela e outras funcionárias do município.


O episódio, além de extremamente grave e violento, levanta também novos debates sobre o assédio moral dentro do ambiente de trabalho.


Estudos levantados pela empresa “Vagas”, mostraram que 52% dos trabalhadores já sofreram assédio moral ou sexual no trabalho e que 87,5% dessas vítimas não realizam denúncias por medo de represália dos colegas ou até demissão.


A mesma pesquisa também mostrou que 74,6% dos agressores, mesmo denunciados, continuaram trabalhando na empresa e que 20% das vítimas que formalizaram a denúncia foram demitidas logo após.


Nesse cenário onde o direito praticamente é aplicado de forma inversa, o Tribunal Superior do Trabalho lançou uma cartilha e vídeos de prevenção ao assédio moral, para auxiliar empresas e empresários a detectarem e solucionarem de forma enérgica esses episódios, disponível no link tst.jus.br/assedio-moral


A peça chave para a mudança desse cenário é, sem sombra de dúvidas, a mudança cultural dentro das próprias empresas, devendo os empresários e responsáveis combater tais práticas, prevenindo, orientando e punindo, quando necessário.


A empresa que possui uma política forte contra o assédio moral não só torna o ambiente de trabalho mais saudável e próspero, mas também gera economia financeira, pois constatado o assédio no ambiente de trabalho, a empresa pode ser condenada ao pagamento de indenização decorrente dos danos.


Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho, em 2021 foram registrados 52.936 casos de assédio moral, contra “apenas” 12.529 casos em 2020.


Isso mostra que de 2020 para 2021 houve um crescimento superior a 400% nos casos de assédio moral registrados, sem contar que esse número, na prática, é muito maior, já que a maioria das vítimas deixa de denunciar o ato formalmente.

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